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A Sociedade
Brasileira de Geofísica foi fundada no ano de 1978. Atualmente,
está agregando 1.621 membros espalhados por universidades,
centros de pesquisa, indústria de serviços e de
exploração de recursos minerais e energéticos.
A diretoria da SBGf, que gerencia a Sociedade, possui um escritório
sediado no Rio de Janeiro, além de ter cinco secretários
regionais que cobrem o território brasileiro.
A
Sociedade realizou seu primeiro congresso em 1989 e, desde então,
seus eventos têm sido realizados em anos ímpares.
O desenvolvimento
da geofísica no Brasil e, conseqüentemente, a criação
da SBGf foi o resultado de uma ligação muito estreita
com a indústria de petróleo e de gás.
Com
a criação da PETROBRAS, em 1953, deu-se início
ao sistemático processo de exploração de
petróleo e gás. Com o crescimento das atividades,
a Petrobrás assumiu a responsabilidade de formação
de seus profissionais, estabelecendo acordos com universidades
nacionais e internacionais para especialização de
seu quadro técnico. Ela, também, criou seu próprio
treinamento em Geofísica, o qual, hoje, é ainda
reconhecido como um dos melhores do país. A PETROBRAS fundou
o primeiro curso de pós-graduação em geofísica
no Brasil, em 1965. Atualmente, há uma dúzia de
cursos em geofísica pelo país, tanto de graduação
quanto de pós-graduação.
O
descobrimento de grandes reservatórios de petróleo,
off shore, foram o resultado de uma intensiva utilização
de geofísica como ferramenta básica de exploração
nesse ambiente. Hoje, o Brasil é internacionalmente reconhecido
por sua alta tecnologia na exploração e produção
em águas profundas, o que, para nós, geofísicos
é motivo de grande orgulho.
Com
a abertura do mercado de petróleo, para as companhias de
petróleo internacionais, cerca de 20 navios de sísmica
estão adquirindo dados ao longo da costa brasileira. São
esperados que em todo novo projeto de exploração,
levantamentos geofísicos sejam feitos, gerando no mínimo
um total de US$1,2 bilhões nos próximos 3 anos.
A
Geofísica tem sido, também, amplamente utilizada
na exploração de recursos minerais. Na região
Amazônica,
onde as maiores reservas minerais estão localizadas, o
acesso é extremamente difícil por estarem no meio
da floresta. A Aerogeofísica permitiu sua identificação.
Sabemos que mais de 6 milhões de quilômetros lineares
de aerolevantamentos geofísicos já foram adquiridos
nessa região.
A
Província mineral da Serra dos Carajás, reconhecida
como uma das maiores do mundo foi desenvolvida através
de levantamentos geofísicos de solo e aéreos.
No
segmento mineral, projetos de exploração vêm
sendo executados há um longo período. Nos próximos
três anos, cerca de US$ 100 milhões de investimentos
são esperados nessa área.
A
SBGf tem tentado participar ativamente nesse cenário. Lucrando
com a experiência de seus membros, ela está ativa
e participante na regulamentação e criação
de ferramentas de suporte à pesquisa, como rede tecnológica
de petróleo, REDEPETRO, criada pelas universidades do Rio
de Janeiro, com o objetivo de prover uma efetiva base tecnológica
para a indústria.
A
SBGf tem assento no Comitê de Exploração e
Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo,
IBP, onde regras e procedimentos para a indústria do petróleo
são estudados.
Geofísica
em Alta no Brasil
No
início, a geofísica estava restrita ao monitoramento
das atividades do campo magnético e atividades sísmicas
conduzido pelo Observatório Nacional, desde o início
do século, culminando com o início das atividades
da PETROBRAS, em 1954.
Entre
1954 e 1968, a atividade de geofísica no país estava
praticamente conduzida pela PETROBRAS, na área de prospecção
de petróleo.
Em
1960, foi criado o programa de pesquisa e pós-graduação
em Geofísica da Universidade da Bahia, com ênfase
em geofísica aplicada ao petróleo e geofísica
regional.
Depois
de 1968 e, especialmente no início da década de
70, a geofísica ganhou mais território e estendeu
suas atividades no setor acadêmico e em empresas que começaram
a atuar no setor mineral.
Em
1969, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais , CPRM, foi
criada devido à política do Ministério de
Minas e Energia de intensificar a pesquisa mineral no país
de modo a aumentar nossas exportações.
Em
1971, a Companhia Vale do Rio Doce, CVRD, criada em 1942 para
explorar a abundante reserva de ferro do Estado de Minas Gerais,
começou suas atividades geofísicas dedicadas à
pesquisa na área de minerais não-ferrosos.
Em
1972, o Instituto de Astronomia e Geofísica da USP, IAG/USP,
iniciou suas atividades como uma unidade de ensino com atuação
especializada na área da geofísica da terra sólida.
Em
1975, o Centro de Geofísica Nuclear e Geologia da Universidade
Federal do Pará, UFPA, NCGG, foi criado com ênfase
em geofísica de reservatórios e regional.
Dentre
os centros de pesquisa em geofísica no Brasil, podemos
destacar:
O
Instituto Nacional de Pesquisa Espacial INPE, criado em 1961,
com destacável performance na área de geofísica
espacial;
O
Instituto de Pesquisa Tecnológica, IPT, o qual, desde 1976,
tem sua atividade em geofísica aplicada à engenharia
e meio ambiente;
Pode-se
dizer que, 1976 em diante, a geofísica do Observatório
Nacional foi reativada depois que entrou para o CNPq, Conselho
Nacional de Pesquisa do Ministério de Ciência e Tecnologia.
O ON continua a monitorar e estudar os campos geomagnéticos
e sísmicos, e a conduzir pesquisas, especialmente, em Terra
Sólida.
No
final dos anos 90, houve importantes eventos da Geofísica
Brasileira.
A
Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, CPRM, virou o Serviço
Geológico do Brasil e começou a ter a responsabilidade
por todo o banco de dados geofísico do país, tanto
em pesquisa mineral quanto da indústria de petróleo.
Em
1996, a ANP, Agência Nacional do Petróleo foi criada
e a indústria de exploração de petróleo
foi então aberta para várias companhias internacionais.
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