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Diagnóstico
Geofísica
1. Introdução 2. Resultado do Questionário “Diagnostico Geofísica” respondido por congressistas e sócios da SBGf 3. Tabela das Instituições de Ensino e Pesquisa em Geofísica (Tabela 2) 4. Mapa do Brasil com a localização das Instituições de Ensino e Pesquisa 5.
Situação do Quadro Docente e Formação de Recursos
Humanos em Geofisica
Introdução
A SBGf promove a cada dez anos, um diagnóstico dos setores acadêmicos e profissional da área de Geofísica. Este diagnóstico compreende uma análise da atividade de formação e a absorção dos recursos humanos, da pesquisa em geofísica básica e aplicada, expansão do mercado profissional, demanda por novos cursos de graduação, pós-graduação e de educação continuada. No ano de 2006, este diagnóstico está sendo efetuado em três etapas, sendo a primeira etapa a compilação das respostas a um questionário distribuído no IX CISBGf, no total 427 questionários foram devolvidos. A segunda etapa constituiu em um levantamento da situação do setor acadêmico e de pesquisa a partir de dados fornecidos pelos cursos de graduação e pós-graduação em Geofísica. Finalmente, a terceira etapa objetiva fornecer uma visão atual dos profissionais e das empresas geofísicas no Brasil. É a primeira vez que o diagnóstico tenta cobrir de forma mais aprofundada a questão da formação de recursos humanos. Espera-se com este diagnóstico melhorar a sinergia entre os setores acadêmico e profissional, condição esta que permitirá definir estratégias e linhas de ação para os próximos 10 anos que levem ao crescimento quantitativo e de qualidade nas atividades de pesquisa, formação de recursos humanos pelo setor acadêmico e prestação de serviço, inovação tecnológica, expansão e diversificação do mercado de trabalho geofísico no setor profissional.
Etapa 1: Questionário “Diagnóstico Geofísica” no IX CISBGf
Os profissionais que responderam ao questionário estão distribuídos de acordo com as áreas de atuação mostradas na Figura 1.
A distribuição do tempo de atividade profissional foi analisada baseando-se no ano de conclusão do curso de graduação desses profissionais. É possível constatar que o processo de renovação e contratação dos profissionais geofísicos tem ocorrido de forma contínua, sendo que 57,5% dos respondentes concluíram a graduação nos últimos 15 anos (Figura 2).
Figura 2
Na Figura 3 é mostrada a distribuição por década dos profissionais graduados em Geologia e Geofísica, separadamente. Nota-se o crescimento da participação de bacharéis em Geofísica no mercado de trabalho profissional, formados nos últimos anos.
Figura 3
Na Figura 4 é mostrada a distribuição regional da proveniência dos profissionais que responderam ao questionário. Em sintonia com uma maior representatividade de profissionais do setor do petróleo (Figura 1), maior empregador do profissional geofísico, o estado do Rio de Janeiro é com destaque, o estado de origem dos profissionais atuantes no mercado geofísico.
Figura 4
Existe uma grande mobilidade entre cidadãos nascidos em um estado e busca de sua formação profissional em universidades localizadas em outros estados da federação. Este fato é constatado nas Figuras 5 e 6, onde a Univ. Federal da Bahia aparece com maior destaque, por ter mantido durante vários anos, o convênio com a Petrobrás para formação de profissionais de Geofísica Aplicada em nível de pós-graduação (Fig. 6) e manter um curso de graduação em Geofísica. Ressalte-se a alta qualificação dos profissionais geofísicos onde 74% dos respondentes têm pelo menos o título de mestre (Figura 6). Seis respondentes profissionais detêm o título de PhD obtido nos Estados Unidos.
Figura 5
Figura 6
As instituições de ensino superior e institutos de pesquisa de vínculo dos respondentes que atuam no setor acadêmico estão mostradas na Figura 7. As siglas e os cursos de graduação e pós-graduação mantidos pelas instituições estão discriminados na Tabela 2.
Figura 7
Os estados de proveniência dos docentes e pesquisadores que responderam ao questionário estão representados na Figura 8. Os estados do sul-sudeste que detêm um número mais elevado de cursos de pós-graduação são os que aparecem com maior numero de representantes. Os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul aparecem com destaque em função de um maior número de pesquisadores do INPE e Univ. de Santa Maria que participaram do Congresso e responderam ao questionário. O estado do Rio de Janeiro aparece em segundo lugar devido ao número (5, UFF, UENF, UFRJ, ON, UERJ) de instituições de ensino e pesquisa em Geofisica. Portanto, a formação de doutores em Geofisica no Brasil está concentrada no sul-sudeste. Por outro lado, como é discutido na Etapa 2 deste Diagnóstico, as instituições de ensino fora do sul-sudeste são aquelas que detêm um quadro reduzido de docentes (UFBA, UFPA, UFRN) ou estão iniciando as atividades acadêmicas e de pesquisa em Geofísica.
Figura 8
Ao contrário do que ocorre com o quadro de profissionais geofísico há
uma maior concentração de docentes e pesquisadores que concluíram a
graduação antes da década de 1980 o que caracteriza um envelhecimento
do quadro acadêmico, sem reposição de docentes aposentados ou que deixaram
a função. Soma-se a este fato a falta de expansão dos quadros nos departamentos
de Geofisica mais tradicionais (UFPA, UFBA, ON), como pode ser constatado
na Figura 9. Exceção tem sido a política da USP (Fig. 10) onde até 2005
havia um programa de reposição de claros docentes decorrentes da aposentadoria
e criação de novos cargos pelo governo estadual. Entretanto é incerta
a continuidade deste programa nos próximos anos em função da criação
de novos cursos e recente expansão de vagas na graduação na USP.
Figura
9
Figura 10
O corpo docente e de pesquisadores dos cursos de Geofísica é altamente
qualificado, com titulação mínima de doutor. Cerca de 42% dos docentes
e pesquisadores têm pelo menos um estágio de pós-doutorado no exterior.
Na Figura 11 é mostrada a distribuição entre doutorado obtidos no Brasil
e no exterior dos departamentos cujo foco principal da pesquisa concentra-se
em Geofisica.
As instituições dos estudantes de graduação que responderam ao questionário estão mostradas na Figura 12. As três primeiras instituições (UFBA, UFPA e USP) são aquelas que mantêm cursos de graduação em Geofisica, sendo que a UFPA forma sua primeira turma em 2006. A USP formou sua primeira turma em 1987 e a UFBA em 1998. Na UFF, o curso de graduação em Geofisica teve início em 2005.
Figura 12
Figura 13
Figura 14
Figura 15
Figura 16
As respostas às perguntas formuladas no questionário referentes aos cursos (distribuição regional, forma e especialidade) estão tabuladas nas figuras abaixo. Há um consenso em relação às respostas manifestadas pelos acadêmicos, profissionais e estudantes, de forma que o percentual apresentado para cada resposta pode ser estimado de uma forma única, independentemente do segmento de atuação do respondente.
Figura 17
O resultado à pergunta se os atuais cursos cumprem o papel formador e de educação continuada, forneceu uma distribuição praticamente bipolar entre sim e não (Figura 18). Interpreta-se a resposta positiva como manifestação de que os atuais cursos cumprem o papel formador do profissional geofísico, entretanto, a resposta “parcialmente” indica que há necessidade de maior investimento no setor acadêmico para criação ou expansão do sistema de ensino de graduação e pós-graduação, como demonstra a resposta dada à pergunta B (Figura 19).
Figura 18
Figura 19
O resultado à pergunta B (Figura 20) mostra que a ampla maioria dos respondentes considera que os atuais cursos são insuficientes e não estão regionalmente bem distribuídos. Praticamente dois cursos (UFBA e UFPA) são responsáveis pela formação dos egressos em Geofísica Aplicada no Brasil, uma vez que os cursos do INPE, USP e ON formam majoritariamente pesquisadores em Geofísica Básica. Somente a partir de 2000 houve um incremento na formação de mestres em Geofísica Aplicada pelo programa da USP. Com exceção do curso da USP, os cursos de graduação em Geofísica foram criados nos últimos 10 anos (UFBA, UFPA, UFF) e novos cursos iniciam em 2006 (UNIPAMPA, RS) e 2007 (UFRN), que certamente contribuirão para uma descentralização regional na formação de geofísicos no Brasil. Outras regiões como o norte (Amazonas) e centro-oeste permanecem com grupos de pesquisa e formação de recursos humanos em Geofísica dentro dos programas de pós-graduação e curso de graduação de Geociências.
Figura 20
A maior freqüência de resposta à questão C (Modalidade de ensino desejada) na Figura 21, dada à opção Mestrado e Doutorado Profissionais deve ser mais profundamente discutida entre os setores acadêmico e profissional, a fim de chegarmos ao pleno entendimento do caráter da pós-graduação pretendida. Seria a pós-graduação lato-sensu voltada ao aprimoramento da formação dos profissionais? Todas as modalidades de educação continuada (especialização, atualização) são desejadas, independentemente de serem presenciais ou à distância, uma vez que as duas formas de ensino não apareceram com destaque nas respostas. A expectativa de um incremento no oferecimento de novas modalidades de cursos é maior do que o modo de oferecimento, presencial ou à distância. Na categoria “OUTRAS” foram sugeridos “novos cursos de graduação”.
Figura 21
Uma maior freqüência nas respostas à questão sobre as áreas de aplicação em que os novos cursos deveriam focar são (Figuras 22 e 23): (1) métodos geofísicos em exploração de petróleo setor este que congrega o maior percentual de profissionais e que oferece maior oferta de absorção dos egressos dos cursos de graduação e pós-graduação, (2) métodos geofísicos aplicados ao meio-ambiente, seja resultante da própria atividade exploratória (petróleo e mineral) ou uso sustentável de recursos hídricos e engenharia. Na categoria “OUTRAS” foram citadas: Instrumentação Geofísica, Geotecnia, Geofísica Espacial, Geotermia.
Figura 22
Figura 23
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