RECUPERAÇÃO DE ATRIBUTOS SÍSMICOS UTILIZANDO A MIGRAÇÃO PARA AFASTAMENTO NULO

Angela C. R. Vasquez, Adelson S. Oliveira, Martin Tygel, Lúcio T. Santos

Abstract


O processamento convencional, sem um tratamento adequado de preservação de amplitude, mascara ou até inviabiliza o mapeamento de propriedades petrofísicas, prejudicando a correlação entre o dado sísmico e a informação de perfil. Uma forma de estimar corretamente as amplitudes e, por conseqüência, os coeficientes de reflexão nas interfaces sísmicas, é efetuar uma migração pré-empilhamento em verdadeira amplitude, onde a distorção das amplitudes devido ao espalhamento geométrico ao longo do raio de reflexão é compensado pela operação de migração. Entretanto, esse processo tem um custo elevado, sendo também dependente do modelo de velocidades utilizado. Uma rotina menos dispendiosa e mais estável em relação a erros no modelo de velocidade, consiste na transformação da seção sísmica obtida com a geometria de aquisição no afastamento comum em seções simuladas de afastamento nulo em amplitude verdadeira. A operação de transformação de uma seção sísmica de afastamento constante para a sua correspondente em afastamento nulo recebe o nome de migração para afastamento nulo em verdadeira amplitude (TA MZO). No caso de um meio com velocidade constante, a curva de empilhamento do MZO e a função peso se reduzem a fórmulas analíticas, minimizando o esforço computacional. O trabalho em questão tem dois objetivos principais: o primeiro é verificar a eficácia do algoritmo de TA MZO para velocidade constante em um modelo sintético com geologia complexa baseado em um reservatório turbidítico brasileiro de idade Neo-Albiana, onde a hipótese de velocidade constante é desrespeitada. O segundo objetivo é a realização de estudos quantitativos referentes à obtenção de amplitudes resultantes da aplicação da rotina descrita acima, bem como avaliar sua utilização para a construção de gráficos de amplitude com o afastamento (AVO) e com o ângulo (AVA) em interfaces relevantes para a caracterização de reservatórios.

Keywords :afastamento; sísmica; migração; coeficiente.

ABSTRACT

A conventional processing, without a reliable adjustment in order to preserve the seismic amplitudes, could damage the mapping of the petrophysical properties, jeopardizing the correlation between the seismic data and the well profile. A manner to estimate correctly the amplitudes and, therefore, the reflection coefficients is to perform a pre-stack migration in true amplitude, where an amplitude distortion caused by the geometrical spreading throughout the ray path is compensated by the migration calculation. Nevertheless, this process has an expensive cost as well as is dependent from the velocity model. A routine less expensive than the other one and also more stable taking into account the velocity model, is to transform the seismic section obtained from the acquisition in common offsets in simulated section in zero offset with true amplitudes. This transformation is called true amplitude Zero Offset migration (TA MZO). In a media with constant velocity, the stack curve for the MZO and the weight function are reduced in analytic formulas, mitigating the computational effort. This work has two main objects: the first is to verify the TA MZO algorithm efficiency for a constant velocity in a synthetic model to a complex geology based on a Neo-Albian turbidity reservoir, where the assumption of constant velocity is not respected. The second one is to perform quantitative studies as results of the technique described above. Likewise, the study tries to analyze how useful is the methodology to compute the graphics for AVO and AVA analyses, helping the reservoir characterization.

Keywords :spreading; seismic; migration; coefficient.


Keywords


afastamento; sísmica; migração; coeficiente












Revista Brasileira de Geofísica (printed version): ISSN 0102-261X
v.1n.1 (1982) – v.33n.1 (2015)

Revista Brasileira de Geofísica (online version): ISSN 1809-4511
v.15n.1 (1997) – v.29n.4 (2011)

Brazilian Journal of Geophysics (online version
a partir de v.30n.1 (2012)



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